A  21 de julho de 1948, na sua casa da Rinchoa, em Rio de Mouro, o artista caricaturista Tomás Júlio Leal da Câmara , tinha 71 anos  e estava radicado naquela localidade desde 1930, onde viveu os últimos anos de forma ativa, sempre ligado à criação artística.

Leal da Câmara destacou-se não só pelo seu talento artístico nas áreas da caricatura, pintura, cerâmica e desenho, mas também pelo seu firme compromisso com o ideário republicano. A sua obra crítica, satírica e fantasista, serviu como veículo de intervenção social, posicionando-se contra a monarquia e defendendo os valores da República e da justiça social.

Pouco antes da sua morte, inaugurou em 1945, na sua própria residência um pequeno atelier -museu, que viria, posteriormente transformado pela sua viúva Dª Júlia Azevedo, na Casa – Museu Leal da Câmara, atualmente gerido pela Câmara Municipal de Sintra e integrado na rede nacional de museus.

O seu corpo foi sepultado no cemitério de Belas, na campa perpétua que havia adquirido para a última morada de sua mãe. A data do seu falecimento marca o fim de uma vida dedicada à arte como instrumento de transformação social e defesa dos valores republicanos.

Recordando esta data a Junta de Freguesia de Rio de Mouro honra a memória de Leal da Câmara, sublinhando o seu legado artístico, o compromisso cívico e profunda ligação à comunidade local.