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Padre Alberto Neto

Alberto Neto Simões Dias era natural de Souto da Casa, Fundão, onde nasceu a 11 de Fevereiro de 1931. Filho de um casal de professores primários, estudou nos Seminários do Patriarcado de Lisboa, de Santarém, de Almada e dos Olivais, sendo ordenado sacerdote em 15 de Agosto de 1957.

Inicia o trabalho sacerdotal em Santa Maria de Belém, isto é, nos Jerónimos, ao mesmo tempo que lecciona em vários liceus da cidade de Lisboa. Dois anos mais tarde, é nomeado sacerdote da Capela do Rato, lugar de reflexão da intelectualidade cristã que se opunha ao regime. Nessa altura, e através das suas homilias, denunciava as injustiças e alertava as consciências, despertando o sentimento da necessária coerência entre o agir e o pensar e da necessidade de agir para mudar.

A Capela do Rato foi alvo de uma intervenção da Polícia Internacional de Defesa do Estado, que levou conhecidos nomes da vida portuguesa И prisão, ao mesmo tempo que o empenhamento do Padre Alberto Neto lhe viria a causar sérios problemas com as rusgas policiais.

O Padre Alberto, como era conhecido, foi, na década de 1960, um dos pioneiros da modernidade da Igreja Católica Portuguesa. Entre 1978 e 1981 , pertenceu ao Conselho Presbiterial do Patriarcado de Lisboa. Foi Pároco de Belas de 1979 a 1982 e, desde 1984, era Pároco em Rio de Mouro. Aqui, as suas intervenções por uma «escola nova» deixaram profundas marcas.

O Padre Alberto Neto, que contava 56 anos, era, até à sua morte, professor na Escola Secundária de Queluz (actualmente Escola Secundária Padre Alberto Neto).

Deve-se ainda a este ministro da Igreja todo o processo de início da construção da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Paz, em Rio de Mouro, sendo depois impulsionada pelo Padre Delmar Barreiros.

Em 3 de Julho de 1987, o corpo do Padre Alberto Neto apareceu varado por uma bala, perto de Águas de Moura, um crime que nunca foi desvendado! O féretro partiu de Rio de Mouro, onde foi concelebrada missa pelo então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, e por 73 outros sacerdotes, para a sua terra natal, sempre perante enorme e emocionada multidão.

Arauto indomado da verdade, da justiça e da solidariedade, dedicou grande parte da sua vida à causa da educação e do ensino, nomeadamente ao trabalho com jovens e com pessoas carenciadas. A sua «escola nova» pretendia, acima de tudo, «ajudar a formar alguns doutores, mas sobretudo muitos homens».

 

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